Assim como no ano passado, eu me proponho novamente a fazer uma retrospectiva egocêntrica. Pra vocês, esse texto em nada vai acrescentar (pessoas parando de ler em 5, 4, 3... hehehe), mas, pra mim, serve para relembrar, analisar, deixar pra trás e encarar o ano novo com esse gosto de “vai começar tudo de novo e eu posso ter a chance de fazer diferente o que não foi bom, e tentar fazer igual tudo aquilo que foi”.
Antes de escrever esse texto, eu li
a retrospectiva do ano passado, que foi muito intenso, cheio de novidades e aventuras. Esse ano de 2011 teve seus pontos altos, mas pra mim ele foi triste. Foi pobre de alegrias e quase termina em déficit de abraços, risadas e de reencontros felizes com pessoas queridas. Porque, em suma, é isso que mais me alegra!
Logo no primeiro semestre, eu passei alguns perrengues. Tava triste com o trabalho, com a convivência em casa e mais do que nunca queria encontrar sossego e paz no lar... Nessas horas eu desabava, queria largar tudo e voltar pra casa da minha mãe. Aí eu, “a corajosa”, arrisquei e não foi bom. Não tem nada pior do que sentir só, desamparada e sem lar, mesmo que não seja verdade. Tive muito apoio, até então, do meu namorado (falei
sobre convivências e diferenças isso nesse "desabafo" aqui). Aí veio o segundo semestre...
Eu comecei 2011 com força total no relacionamento. Achei que ia realizar alguns desejos e estava esquecendo outros, mas as coisas acabaram se invertendo: imagine que ser mãe, ter uma casa, ter um companheiro, é um desejo de futuro da maioria das pessoas. E tudo indicava que era isso que ia acontecer: eu dei todas as chances pro amor (sei que isso soa piegas). Encarei, montei uma casa e uma vida com alguém. Aí não era pra ser e tudo desabou (por favor, não encarem esse texto como se eu estivesse me vitimando, tá?). Eu sofri (porque se não for por isso, não é pela fatura do meu cartão que eu vou sofrer!) e questionei como isso foi acontecer comigo... Como se a gente tivesse controle de tudo. Nada me deixou mais triste este ano do que perder o filho que me encheu de esperanças e a minha família de alegria. Depois disso, só o fato de não termos maturidade e nem conseguido superar juntos essa perda. E lá fui eu, seguir meu caminho. A vida tem dessas coisas mesmo.
Sempre quis ser livre, independente e morar sozinha, desde que me entendo por gente. Mas estar com alguém, ser mãe de alguém... Ah, isso era um desejo maior do que morar fora do Brasil um tempo, ir pra todos os shows de rock que agüentasse ou ter um doutorado, rsrs... Agora, mais do que nunca, os meus velhos planos estão de volta à tona. Eu tenho 25 anos “de sonho, de sangue e de América do Sul” (como canta o Belchior) e a minha juventude é muito preciosa! Pra mudar de idéia, tem que valer muito a pena.
Esse ano eu quase não vi meus amigos e minha família. Não tirei férias, fiz só uma viagem rápida (
pisei em solo mineiro!) e quase não fotografei, não abracei, dancei pouco, não ri o suficiente.
Até me fantasiei de Chiquinha (sou fã, rs), mas as festas não tiveram a mesma graça, não. Déficit! Vi séries repetidas, nada de exposições de obras de arte, e assisti a poucos filmes. Li só UM livro, que vergonha. Minha vida esteve pobre de arte e eu não gosto disso. Necessito de agregar cultura a esse cérebro ocioso. Eu não sou assim. EXCETO que esse ano eu finalmente
assisti a um show da minha banda favorita ever, Red Hot Chili Peppers ♥ Isso sim, é um fato memorável. Passei o Natal em, casa, coisa que não acontecia desde 2007, e isso também é memorável.
É... Mas, sucessivas vezes a maquiagem não conseguiu disfarçar o meu desânimo, minhas tristezas, decepções e mágoas. Nem mesmo as minhas mudanças de visual conseguiram, rsrs.. profissionalmente, esse não foi o meu melhor ano também. Eu lutei, mas chega uma hora que é um sinal de força até mesmo saber a hora de desistir e tentar outra opção.
Agora, no final, mudaram as perspectivas... Aluguei um apartamento, ele tá ficando com a minha cara, isso tá sendo muito agradável. Tenho plantas (!) e adotei uma gatinha MUITO danada, a Emily, algo que já queria fazer há um tempo. Agora sinto que encontrei, sozinha, a paz que procurava. Voltei a me arrumar, me cuidar mais, sair, me divertir, rever amigos e conhecer gente nova. Sem contar as responsabilidades que vêm com isso também. Isso tá me fazendo bem! E é assim que eu recebo 2012: sem grandes promessas, apenas com vontade de cumprir velhos planos, que eu havia deixado de lado ;)